segunda-feira, 31 de agosto de 2015

ATUALIDADES : ARÁBIA SAUDITA E A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NAS ELEIÇÕES.

Mulheres participam pela primeira vez de eleições na Arábia Saudita

30/08/2015 - 14h29min
As inscrições das candidatas sauditas às eleições municipais de dezembro começaram neste domingo, situação inédita neste país ultraconservador onde as mulheres são discriminadas e nem sequer tem o direito de dirigir.
Os procedimentos para registrar as eleitoras - outro fato inédito - já havia começado no dia 22 de agosto, em locais separados dos homens.
A separação entre os sexos é uma norma na Arábia Saudita, onde as mulheres são obrigadas a usar um véu que as cobre da cabeça aos pés.
As mulheres só podem trabalhar, viajar ou ter um passaporte com a autorização de um homem da família, como o pai, marido ou irmão.
Porém, o falecido rei Abdallah decretou em 2011 que as mulheres poderiam votar e ser candidatas nas eleições municipais de 2015, e disse na época que "rechaçava a marginalização da mulher na sociedade saudita".
O jornal da capital saudita Al-Hayat publicou recentemente que cerca de 200 mulheres manifestaram interesse em ser candidatas a essas eleições, previstas para o fim do ano.
As mulheres tem 17 dias a partir de domingo para se candidatarem. Nas próximas eleições, os eleitores definirão dois terços dos conselhos municipais. A última parte é escolhida pelas autoridades.
O rei Salman sucedeu Abdallah em janeiro e os especialistas se perguntam se ele dará continuidade às tímidas reformas iniciadas por seu meio-irmão.
* AFP

domingo, 30 de agosto de 2015

FONTES DE ENERGIA: VESTIBULAR 100% PROJETO DO COLÉGIO SALESIANO ITAJAÍ

AULA DE REVISÃO : VESTIBULAR 100% PROJETO DO COLÉGIO SALESIANO ITAJAÍ
DISCIPLINA: GEOGRAFIA                                                 
PROFESSORA : Conceição Aparecida Fontolan

Tema: Fontes de energia
Objetivo: Identificar as principais fontes energéticas e as mais utilizadas na atualidade
Blog Geo-Conceição : 08/15   Geekie : Energia : Uso e Produção

01- (CEFET-MG) Com o avanço do consumo como lógica de expansão capitalista, a demanda por energia tende a crescer em todo o mundo. A partir da análise do gráfico, é correto inferir que a(o).

TEIXEIRA et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000. (A) estabilização do crescimento da população assegurará o decréscimo da utilização de petróleo.
(B) consumo gradativo do combustível fóssil possibilitará a equalização do acesso ao recurso no mundo.
(C) relação direta entre natalidade e utilização energética permitirá o controle de crises nos formigueiros humanos.
(D) ampliação gradual do uso do hidrocarboneto revelará a inserção crescente da população no circuito consumista.
(E) limitação espacial das reservas de petróleo impedirá a expansão industrial nas áreas economicamente desenvolvidas.

02- (FUVEST) O gráfico abaixo exibe a distribuição percentual do consumo de energia mundial por tipo de fonte.

 Com base no gráfico e em seus conhecimentos, identifique, na escala mundial, a afirmação correta.
(A) A queda no consumo de petróleo, após a década de 1970, é devida à acentuada diminuição de sua utilização no setor aeroviário e, também, à sua substituição pela energia das marés.  
(B) O aumento relativo do consumo de carvão mineral, a partir da década de 2000, está relacionado ao fato de China e Índia estarem entre os grandes produtores e consumidores de carvão mineral, produto que esses países utilizam em sua crescente industrialização.  
(C) A participação da hidreletricidade se manteve constante, em todo o período, em função da regulamentação ambiental proposta pela ONU, que proíbe a implantação de novas usinas.  
(D) O aumento da participação das fontes renováveis de energia, após a década de 1980, explica-se pelo crescente aproveitamento de energia solar, proposto nos planos governamentais, em países desenvolvidos de alta latitude.  
(E) O aumento do consumo do gás natural, ao longo de todo o período coberto pelo gráfico, é explicado por sua utilização crescente nos meios de transporte, conforme estabelecido no Protocolo de Cartagena.

03- (FGV-eco) Analise a figura a seguir.

Os fluxos na figura identificam a circulação de um produto entre as áreas vendedoras e as compradoras.
Assinale a alternativa que identifica corretamente um dos fluxos numerados.
(A) 1 – O carvão mineral da Rússia e dos países da CEI, principais produtores mundiais, é vendido para a Europa e a Ásia.
(B) 2 – A água virtual, commodity valorizada no mercado mundial, é comercializada da América do Sul para os Estados Unidos.
(C) 3 – O petróleo é vendido por um grande número de fornecedores de vários continentes para os Estados Unidos, grande consumidor mundial.
(D) 4 – Os minérios radioativos são vendidos pelos países do Sul para as centrais nucleares de países desenvolvidos.
(E) 5 – O xisto betuminoso e o gás natural são vendidos pelos países do norte da África para a Europa ocidental.

04- (UERJ) Na atualidade, o petróleo é um recurso natural de grande importância para o crescimento econômico, representando uma das principais fontes de riqueza e investimento para os países do mundo. No mapa abaixo, registram-se os desiguais fluxos comerciais de produção e consumo desse recurso.


Explicite a situação atual do Brasil como produtor e sua participação no comércio mundial de petróleo. Em seguida, identifique dois espaços econômicos desenvolvidos que importam mais de três milhões de barris de petróleo por dia.
Resposta:
Atualmente, apesar de o Brasil produzir petróleo, sua participação não é importante no comércio do produto em escala mundial.
Duas das respostas:
• Japão
• Estados Unidos
• União Européia

05- (PUC-CAMPINAS) Gerar energia é, atualmente, uma das necessidades fundamentais do mundo contemporâneo. Observe o gráfico a seguir.
 Considerando-se o atual contexto econômico mundial e a leitura do gráfico é correto afirmar que o consumo de energia
 

(http://sciences blogs.liberation.fr) (A) da China apresentou forte crescimento pois, apesar de baseado no carvão mineral, tem sido impulsionado pela expansão da indústria e diversificação das fontes de energia utilizadas.
(B) dos Estados Unidos tem apresentado ligeiro declínio devido ao compromisso do governo estadunidense em cumprir as metas do Protocolo de Quioto de redução da poluição.
(C) da União Europeia manteve-se estável no período porque vários membros do bloco têm encontrado dificuldades de importar o gás natural da Rússia.
(D) dos Estados Unidos e da União Europeia tem se mantido em queda devido às constantes crises geopolíticas que ocorrem no Oriente Médio, principal fornecedor de petróleo.
(E) do Japão está em declínio desde o início do século XXI porque o país tem fechado sistematicamente as usinas nucleares, optando pelas termelétricas.

06- (UERJ)


 A ampliação do uso de fontes de energia renováveis e não poluentes representa uma das principais esperanças para a redução dos impactos ambientais sobre o planeta.
Considerando os gráficos, a distribuição espacial da produção instalada das energias eólica e fotovoltaica é explicada, sobretudo pela seguinte característica dos países que mais as utilizam:
(A) matriz elétrica limpa
(B) perfil climático favorável
(C) densidade demográfica reduzida
(D) desenvolvimento tecnológico avançado

07- (PUCRS) Para resolver a questão, leia o texto a seguir, sobre fontes de energia, e selecione as palavras/expressões que preenchem correta e coerentemente as lacunas.

O _________ foi importante fonte de energia para a Primeira Revolução Industrial. Atualmente as maiores reservas estão localizadas no hemisfério _______. É um dos principais responsáveis pela __________, pois sua queima libera grande quantidade de óxido de enxofre na atmosfera.

(A) carvão mineral – norte – chuva ácida
(B) petróleo – sul – poluição dos oceanos
(C) petróleo – sul – chuva ácida
(D) carvão mineral – sul – poluição dos oceanos
(E) petróleo – norte – chuva ácida

08- (UDESC) A procura por novas fontes renováveis de energia surge como alternativa importante para superar dois problemas atuais: a escassez de fontes não renováveis de energia, principalmente do petróleo, e a poluição ambiental causada por essas fontes (combustíveis fósseis). Assinale a alternativa que apresenta um tipo de recurso energético não renovável.

(A) Biomassa, massa dos seres vivos habitantes de uma região.
(B) hidrogênio, usado como célula combustível.
(C) biogás, utilização das bactérias na transformação de detritos orgânicos em metano.
(D) carvão mineral, extraído da terra pelo processo de mineração.
(E) energia geotérmica, aproveitamento do calor do interior da Terra.

09- (UDESC) Analise as proposições acerca da produção mundial de petróleo.

I. A sua utilização como fonte de energia iniciou em 1859, na Pensilvânia – EUA, quando Edwin Drake encontrou petróleo e passou a comercializá-lo com as cidades para ser utilizado na iluminação pública.
II. A bacia de Campos no Rio de Janeiro possui as maiores reservas de petróleo do Brasil.
III. A Arábia Saudita é o país que mais exporta petróleo, e os EUA o país que mais importa petróleo.
IV. A Venezuela tem uma produção maior de petróleo que o seu consumo.
V. A partir da década de 80, houve um aumento da produção de petróleo no Brasil e uma consequente diminuição da dependência externa. Assinale a alternativa correta.

(A) Somente as afirmativas I, II, III e IV são verdadeiras.
(B) Somente as afirmativas II, III, IV e V são verdadeiras.
(C) Somente as afirmativas III, IV e V são verdadeiras.
(D) Somente as afirmativas IV e V são verdadeiras.
(E) Todas as afirmativas são verdadeiras.

10- (UNIFOR) Fontes de energia são fundamentais para o funcionamento da sociedade. Em função de alterações climáticas, existe um debate amplo relacionado à diversificação da matriz energética e à adoção de fontes de energia renováveis.
Com relação a este tema, marque a alternativa abaixo que NÃO é coerente com os debates atuais.
(A) Apesar de a utilização de biocombustíveis oferecer vantagens por ser uma fonte de energia renovável e emitir menos gases poluentes durante a combustão, diversos especialistas defendem que a produção em larga escala pode ter efeitos negativos sobre a produção de alimentos.
(B) Apesar de ser uma fonte de energia renovável e não emitir poluentes, a energia hidrelétrica não está isenta de impactos ambientais.
(C) As principais barreiras à opção pela produção de energia nuclear dizem respeito à segurança, à disposição dos rejeitos radioativos e à proliferação de armas nucleares, além dos custos de construção e manutenção das usinas nucleares.
(D) A ausência de tecnologia no setor é apontada como a grande barreira para a substituição de derivados do petróleo como uma das principais fontes de energia empregadas.
(E) Segurança energética significa ter energia suficiente para atender às necessidades de uma população de forma confiável e ininterrupta, a um preço razoável.

11- (FGVRJ) O gráfico abaixo revela as mudanças ocorridas na matriz energética mundial entre 1973 e 2006. Observe-o.

Sobre as causas e as consequências dessas mudanças, assinale a alternativa correta:
(A) O aumento da participação do carvão resultou do esforço de substituição do petróleo por alternativas menos poluentes.
(B) O recuo da biomassa resultou da crise do setor de biocombustível, que afetou sobretudo o Brasil e os Estados Unidos.
(C) A queda da participação da energia hidráulica na matriz energética global reflete a escassez de novos investimentos na geração dessa forma de energia, cujo potencial já está praticamente esgotado em todas as regiões do mundo.
(D) Apesar do aumento significativo na matriz energética global, a geração de energia nuclear permanece fortemente concentrada nos países desenvolvidos.
(E) O aumento da participação do gás natural reflete o aumento da proporção da energia global consumida pela China, detentora das maiores reservas mundiais desse combustível.

12- (UFPE) “Os recursos energéticos constituem um importante subsídio à expansão do capital, integrando o capital constante circulante. Nesse sentido, constituem ingredientes centrais da geoeconomia e da geopolítica do capitalismo contemporâneo. O petróleo representa papel proeminente dentro dessa matriz energética mundial, estando sempre em questão a ampliação do consumo e a capacidade de suporte das reservas petrolíferas existentes. A localização das suas principais reservas e estruturas de escoamento em áreas de instabilidade política, bem como o fator concorrencial desafiam pesquisas e estudos acerca do descobrimento e ou desenvolvimento de outras fontes alternativas de energia”.
(LINS, Hoyêdo N. Geoeconomia e geopolítica dos recursos energéticos na primeira década do século XXI)
Sobre as questões tratadas no texto, é correto afirmar que:
(   ) as principais reservas de petróleo se encontram localizadas no Oriente Médio, em especial no Golfo Pérsico. Esse fato vincula a Guerra do Golfo em 1990 com a energia, a geoeconomia, a geopolítica e a guerra no cenário mundial.
(   ) a atualidade registra mudanças na espacialidade da acumulação de riqueza global, especialmente com o desempenho econômico da Índia e da China; isso repercute no aumento e na intensificação de consumo de recursos energéticos.
(   ) o petróleo brasileiro da camada "pré-sal", fonte de intensas pesquisas geológicas, foi originado de materiais orgânicos depositados no subsolo oceânico, em terrenos magmáticos, ricos em hidrocarbonetos. Essa reserva de petróleo vai tornar o país autossuficiente em petróleo e gás natural.
(   ) a justificativa para o predomínio da matriz energética contemporânea remete ao fato de que ela não exige uma ampla e complexa infraestrutura, tampouco articulações de interesses diversos.
(   ) a Rússia exerce historicamente grande controle sobre as rotas de exportação dos recursos energéticos produzidos na Eurásia (Região do Cáucaso e Ásia Central), uma vez que partes do seu território funcionam como corredores em relação a ex-repúblicas soviéticas, tradicionais espaços de influência russa.
(A) V V F F V.
(B) V F F V V.
(C) F V F F V.
(D) F F F V V
(E) V V V F V

13- (UNIMONTES) O acidente em Fukushima reaviva o trauma nuclear no Japão e leva o mundo a debater se essa fonte de energia é realmente segura e imprescindível. Países cancelam ou reavaliam seus planos atômicos.
Fonte: Revista Veja, 23/3/2011.
Considerando o texto e seus conhecimentos referentes à produção, uso e consumo da energia nuclear, é incorreto afirmar:
a) A alta do petróleo é um fator favorável para que haja investimentos em energia nuclear, considerando o custo benefício.
b) O acidente de Chernobyl assim como o de Fukushima desencadeiam movimentos sociais antienergia nuclear.
c) A produção de energia nuclear torna-se uma medida viável para os países com limitação de potencial hidrelétrico.
d) A produção de energia nuclear brasileira é sabidamente eficiente por sua origem em tecnologia alemã, com altos padrões de exigência para o funcionamento.

14- (UERJ) Uso de fontes renováveis de energia (2005)
O uso de fontes renováveis de energia passou a ser encarado como fundamental para a superação das contradições ecológicas do modelo econômico atual.
As fontes renováveis que mais contribuem para o percentual verificado na matriz energética brasileira são:

Adaptado de: Atlas geográfico escolar: ensino fundamental do 6º ao 9º ano/IBGE. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.
(A) solar e eólica
(B) biomassa e solar
(C) eólica e hidráulica
(D) hidráulica e biomassa


15- (UFRN) O Oriente Médio, foco de conflitos geopolíticos, nacionalistas e religiosos que geram preocupações em diferentes países, é considerado uma das principais áreas estratégicas do mundo

(A) por ter o seu território banhado pelos oceanos Pacífico e Índico e por sua importância no mercado mundial, devido ao elevado consumo de carvão mineral.
(B) devido à sua localização próxima à China e à Índia e à sua importância econômica como principal produtora de carvão mineral em escala mundial.
(C) devido à sua localização entre Ásia, Europa e África e à sua importância econômica como detentora das maiores reservas mundiais de petróleo em terra.
(D) por ter o seu território banhado pelo Mar Mediterrâneo e Mar Vermelho e por sua importância no mercado mundial como principal consumidora de petróleo.

16- (ESPM) Observe a tabela:
                                                                          (BEN / Empresa de Pesquisa Energética, EPE, 2009.)
A partir dos dados, é possível aferir com segurança que
(A) Os maiores produtores mundiais de petróleo são membros da Opep.
(B) Os países árabes são os maiores produtores mundiais de petróleo.
(C) Observa-se uma coincidência entre os países produtores, exportadores e importadores de petróleo.
(D) Os grandes importadores mundiais de petróleo não são grandes produtores.
(E) Os principais exportadores não figuram dentre as maiores economias mundiais, fato mais comum entre os importadores.

17- (UNICAM) Considerando a geopolítica do petróleo e os dados da figura abaixo, em que se observam os grandes fluxos de importação e exportação desse recurso energético de origem mineral, pode-se afirmar que:

(Adaptado de Yves Lacoste, Geopolítica: la larga história del presente. Madrid: Editorial Sintesis, 2008.)
(A) A porção do globo que mais importa petróleo é o Oriente Médio, região carente deste recurso.
(B) O Japão consome petróleo principalmente da Rússia, em função da proximidade geográfica.
(C) A Europa é importante exportadora de petróleo em função da grande quantidade de países produtores.
(D) A Venezuela é um importante exportador de petróleo para os EUA.

GABARITO
01- D
02- B
03- C
 04- Resposta:
Atualmente, apesar de o Brasil produzir petróleo, sua participação não é importante no comércio do produto em escala mundial.
Duas das respostas:
• Japão
• Estados Unidos
• União Européia
05- A
06- D
07- A
08- D
09- E
10- D
11- D
12- A
13- D
14- D
15- C
16- E
17- D




  


sábado, 29 de agosto de 2015

MEIOS DE TRANSPORTES.




FÁBRICA DE PAINÉIS SOLARES EM CAMPINAS-SP


Fábrica de painéis solares deve estimular inovação brasileira em geração de energia

Com apoio do governo federal, empresa chinesa BYD investirá R$ 150 milhões para montar uma unidade de produção, em Campinas (SP)
por Portal Brasil publicado 22/05/2015 11:54, última modificação 22/05/2015 11:5
ARQUIVO/EBC
painel
Além da fábrica, será instalado também um centro de inovação e pesquisa em energia limpa
Brasília – O grupo chinês BYD anunciou que vai montar a primeira fábrica no Brasil de painéis solares fotovoltaicos. O investimento será R$ 150 milhões, e a unidade ficará em Campinas, no interior de São Paulo. O anúncio foi feito durante a visita do primeiro ministro da China, Li Keqiang, que se encontrou com a presidenta Dilma Rousseff.
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), David Barioni Neto, e a vice-presidente do Grupo BYD, Stella Li, assinaram um memorando de entendimento para oficializar o investimento.
A empresa vai instalar também um centro de pesquisa e desenvolvimento com foco em estudos e tecnologias para veículos elétricos, baterias, “smart grid”, energia solar e iluminação. O centro e a nova fábrica de painéis também serão instalados em Campinas.
“Creio que o nosso compromisso com a tecnologia e a inovação em tudo o que fazemos, trará aos brasileiros uma alternativa em energia renovável para enfrentar os desafios futuros, e viver uma vida mais saudável e mais gratificante”, afirma a vice-presidente sênior da BYD, Stella Li.
Até 2017, o Grupo BYD pretende investir R$ 1 bilhão no Brasil. Para o diretor de relações governamentais da BYD Brasil, Adalberto Maluf, o investimento em painéis solares inaugura uma nova fase da energia limpa. “Traremos uma tecnologia de ponta, chamada de “double glass”, que significará painéis solares fotovoltaicos com maior eficiência e durabilidade em relação aos painéis convencionais. Com isso, a geração limpa e descentralizada será cada vez mais competitiva no Brasil.”
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, acredita que a chegada de uma nova planta para fabricação de painéis fotovoltaicos no Brasil deve ser celebrada não apenas pela geração de novos empregos, mas também por ser um estímulo para o desenvolvimento da indústria nacional.
“Esta nova unidade é um investimento em alta tecnologia, que estimulará a setores indiretos do nosso parque industrial. São novos postos de trabalho, em um setor de grande adensamento tecnológico. Há muitos fatores positivos nesta operação”, disse o ministro.
David Barioni explica que a concretização de aportes estrangeiros é uma decisão que envolve muito planejamento, por isso leva tempo para ser concretizada. “É comum uma empresa levar até três anos para aplicar o recurso. É uma decisão que envolve cifras vultosas. Neste caso específico, muito além do dinheiro, o investimento representa um avanço tecnológico para o Brasil, inaugurando uma nova frente de produção energética”.
A BYD Energy faz parte do Grupo BYD, conglomerado que emprega 180 mil pessoas em 15 unidades instaladas em várias partes do mundo. Segundo o Portal Brasil, o grupo estudo o mercado brasileiro desde 2011 e, desde então, conta com o apoio da Apex-Brasil, agência vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No ano passado, o grupo chinês aportou R$ 100 milhões na instalação de uma fábrica de ônibus elétricos, também em Campinas.
Segundo o Portal Brasil, a Apex-Brasil apoia empresas estrangeiras com informações sobre o mercado brasileiro, análise de custos operacionais, localização de áreas para instalação da fábrica e, principalmente, na interlocução governamental nas três esferas: federal, estadual e municipal.

FONTES DE ENERGIA.





slideplayer.com.br

A facilidade de transporte da eletricidade e seu baixo índice de perda energética durante conversões incentivam o uso da energia em grande escala no mundo todo, inclusive no Brasil.

Fontes renováveis, como a força das águas, dos ventos ou a energia do sol e recursos fósseis, estão entre os combustíveis usados para a geração da energia elétrica. Por meio de turbinas e geradores podemos transformar outras formas de energia, como a mecânica e a química, em eletricidade.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostra em seu site que, pela abundância de grandes cursos d’água, espalhados por quase todo o território brasileiro, a fonte hidrelétrica está no topo da matriz elétrica brasileira. Políticas públicas implementadas nos últimos anos, no entanto, têm feito aumentar a participação de outras fontes nessa matriz.

1. Hidráulica
2. Gás Natural
3. Petróleo
4. Carvão
5. Nuclear
6. Biomassa
7. Eólica
8. Solar
9. Geotérmica
10. Marítima
11. Biogás

1 . Hidráulica
www.brasilescola.com

O fluxo das águas é o combustível da geração de eletricidade a partir da fonte hidráulica. Para aproveitar a queda d’água de um rio, por exemplo, estuda-se o melhor local para a construção de uma usina, levando-se em conta o projeto de engenharia, os impactos ambientais, sociais e econômicos na região, além da viabilidade econômica do empreendimento.

As obras de uma usina hidrelétrica incluem o desvio do curso do rio e a formação do reservatório. A água do rio movimenta as turbinas que estão ligadas a geradores, possibilitando a conversão da energia mecânica em elétrica.

A água é o recurso natural mais abundante do planeta. Estima-se que o potencial hidráulico do Brasil seja da ordem de 260 GW – segundo dados do Atlas de Energia Elétrica do Brasil, Aneel, 2008.

A primeira hidrelétrica do mundo foi construída no final do século XIX, junto às quedas d’água das Cataratas do Niágara, na América do Norte. No mesmo período, o Brasil construiu sua primeira hidrelétrica, no município de Diamantina (MG), utilizando as águas do Ribeirão do Inferno, afluente do rio Jequitinhonha. Essa hidrelétrica possuía 0,5 megawatt (MW) de potência e linha de transmissão de dois quilômetros de extensão.

Cem anos depois, a potência instalada das usinas aumentou exponencialmente. Concluída em maio de 2006, a Hidroelétrica de Três Gargantas, na China, é hoje a maior hidroelétrica do mundo.

Com uma capacidade de geração total de 22.500 MW, ela superou Itaipu Binacional, a maior até então, com capacidade de 14.000 MW.

A potência instalada determina se a usina é de grande ou médio porte ou uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adota três classificações:

- Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH, com até 1 MW de potência instalada)
- Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH, entre 1,1 MW e 30 MW de potência instalada)
- Usina Hidrelétrica de Energia (UHE, com mais de 30 MW de potência instalada).

O porte da usina também determina as dimensões da rede de transmissão que será necessária para levar a energia até o centro de consumo. No caso das hidrelétricas, quanto maior a usina, mais distante ela tende a estar dos grandes centros. Assim, exige a construção de grandes linhas de transmissão em tensões alta e extra-alta (de 230 kV a 750 kV) que, muitas vezes, atravessam o território de vários Estados.

Instaladas junto a pequenas quedas d’água, as PCHs e CGHs, no geral, abastecem pequenos centros consumidores – inclusive unidades industriais e comerciais individuais – e não necessitam de instalações tão extensas para o transporte da energia.

2 .  Gás Natural

www.revistaturismoenegocios.com

Na geração termelétrica, a eletricidade é produzida a partir da queima de combustíveis, sendo o gás natural um dos mais utilizados no Brasil. O vapor produzido na queima do gás é utilizado para movimentar as turbinas ligadas a geradores.

O gás natural tem elevado poder calorífico e, em sua queima, apresenta baixos índices de emissão de poluentes, em comparação a outros combustíveis fósseis. Em caso de vazamentos, tem rápida dispersão, com baixos índices de odor e de contaminantes. O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos gasosos, originados da decomposição de matéria orgânica fossilizada ao longo de milhões de anos.
O desenvolvimento deste tipo de geração é relativamente recente – tem início na década de 1940. O uso dessa tecnologia foi ampliado somente na última década do século passado. Atualmente, as maiores turbinas a gás chegam a 330 MW de potência e os rendimentos térmicos atingem 42%.

Entre as vantagens adicionais da geração termelétrica a gás natural estão o prazo relativamente curto de maturação do empreendimento e a flexibilidade para o atendimento de cargas de ponta

3 .  Petróleo

www.engquimicasantossp.com.br

O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos que tem origem na decomposição de matéria orgânica, principalmente o plâncton (plantas e animais microscópicos em suspensão nas águas), causada pela ação de bactérias em meios com baixo teor de oxigênio.

Ao longo de milhões de anos, essa decomposição foi se acumulando no fundo dos oceanos, mares e lagos e, pressionada pelos movimentos da crosta terrestre, transformou-se numa substância oleosa. Essa substância é encontrada em bacias sedimentares específicas, formadas por camadas ou lençóis porosos de areia, arenitos ou calcários.

Embora conhecido desde os primórdios da civilização humana, somente em meados do século XIX tiveram início a exploração de campos e a perfuração de poços de petróleo. A partir de então, a indústria petrolífera teve grande expansão. Apesar da forte concorrência do carvão e de outros combustíveis considerados nobres à época, o petróleo passou a ser utilizado em larga escala, especialmente após a invenção dos motores a gasolina e a óleo diesel.

Durante muitas décadas, o petróleo foi o grande propulsor da economia mundial, chegando a representar, no início dos anos 70, quase 50% do consumo de energia primária em todo o mundo.
Embora declinante ao longo do tempo, sua participação nesse consumo ainda representa cerca de 43%, segundo dados da Agência Internacional de Energia, de 2003.

O petróleo é o principal responsável pela geração de energia elétrica em diversos países do mundo. Apesar da expansão recente da hidroeletricidade e da diversificação das fontes de geração de energia elétrica verificadas nas últimas décadas, o petróleo ainda é responsável por cerca de 8% de toda a eletricidade gerada no mundo.

A geração de energia elétrica a partir de derivados de petróleo ocorre por meio da queima desses combustíveis em caldeiras, turbinas e motores de combustão interna. A utilização de caldeiras e turbinas é similar aos demais processos térmicos de geração e se aplica ao atendimento de cargas de ponta e/ou aproveitamento de resíduos do refino de petróleo. Os grupos geradores a diesel são comuns no suprimento de comunidades e de sistemas isolados da rede elétrica convencional.

No Brasil, onde historicamente a geração de energia elétrica é predominantemente hidrelétrica, a geração térmica tem desempenhado papel importante no atendimento da demanda de pico do sistema elétrico e, principalmente, no suprimento de energia elétrica a municípios e comunidades não atendidos pelo sistema interligado

4 .  Carvão

www.engenhariacompartilhada.com.br

O carvão, a exemplo do que ocorre com os demais combustíveis fósseis, é uma complexa e variada mistura de componentes orgânicos sólidos, fossilizados ao longo de milhões de anos. Sua qualidade, determinada pelo conteúdo de carbono, varia de acordo com o tipo e o estágio dos componentes orgânicos.

A turfa, de baixo conteúdo carbonífero, constitui um dos primeiros estágios do carvão, com teor de carbono na ordem de 45%; o linhito apresenta um índice que varia de 60% a 75%; o carvão betuminoso (hulha), mais utilizado como combustível, contém cerca de 75% a 85% de carbono, e o mais puro dos carvões; o antracito, apresenta um conteúdo carbonífero superior a 90%.

Da mesma forma, os depósitos variam de camadas relativamente simples e próximas da superfície do solo e, portanto, de fácil extração e
baixo custo, a complexas e profundas camadas, de difícil extração e custos elevados.

Em participação na matriz energética mundial, o carvão é responsável por cerca de 8% de todo o consumo mundial de energia e de 39% de toda a energia elétrica gerada. Para assegurar a preservação do carvão na matriz energética mundial, atendendo às metas ambientais, têm sido pesquisadas e desenvolvidas tecnologias de remoção de impurezas e de combustão eficiente do carvão.

O aproveitamento do carvão mineral para a geração de energia elétrica no Brasil teve início nos anos 1950. Naquela época, foram iniciados estudos e, em seguida, a construção das usinas termelétricas de Charqueadas (RS), com 72 MW de potência instalada, Capivari (SC), com 100 MW, e Figueira (PR), com 20 MW.

5 .  Nuclear

www.youtube.com

A energia nuclear ou nucleoelétrica é proveniente da fissão do urânio em reator nuclear. Apesar da complexidade de uma usina nuclear, seu princípio de funcionamento é similar ao de uma termelétrica convencional, na qual o calor gerado pela queima de um combustível produz vapor, que aciona uma turbina, acoplada a um gerador de corrente elétrica.

Na usina nuclear, o calor é produzido pela fissão do urânio no reator, cujo sistema mais empregado é constituído por três circuitos – primário, secundário e de refrigeração. No primeiro, a água é aquecida a uma temperatura de aproximadamente 320°C, sob uma pressão de 157 atmosferas. Em seguida, essa água passa por tubulações e vai até o gerador de vapor, onde vaporiza a água do circuito secundário, sem que haja contato físico entre os dois circuitos. O vapor gerado aciona uma turbina, que movimenta o gerador e produz corrente elétrica.

No final dos anos 1960, o governo brasileiro decidiu ingressar na geração termonuclear, visando conhecer melhor a tecnologia e adquirir experiências para o futuro. Na época, cogitava-se a necessidade de complementação térmica para o suprimento de eletricidade no Rio de Janeiro. Decidiu-se, então, que essa complementação ocorresse por meio da construção de uma usina nuclear (Angra I) em Angra dos Reis (RJ).
A construção de Angra I (657 MW) teve início em 1972. A primeira reação nuclear em cadeia ocorreu em março de 1982 e a usina entrou em operação comercial em janeiro de 1985. Mas, logo após, interrompeu suas atividades, voltando a funcionar somente em abril de 1987, operando, porém, de modo intermitente, até dezembro de 1990 (nesse período, operou com 600 MW médios durante apenas 14 dias).

Entre 1991 e 1994, as interrupções foram menos frequentes, mas somente a partir de 1995 a usina passou a ter operação regular.

A construção de Angra II (1.350 MW) teve início em 1976 e a previsão inicial para a usina entrar em operação era 1983. Em razão, porém, da falta de recursos, a construção ficou paralisada durante vários anos e a operação do reator ocorreu somente em julho de 2000, com carga de 200 MW a 300 MW. Entre 20 de agosto e 3 de setembro daquele ano, a usina funcionou regularmente, com 915 MW médios. A partir de então, operou de modo intermitente até 9 de novembro, quando passou a funcionar com potência de 1.350 MW médios.

6 .  Biomassa

www.portaleletricista.com.br

Biomassa é a massa total de organismos vivos numa área. Esta massa constitui uma importante reserva de energia, pois é formada essencialmente por hidratos de carbono. Do ponto de vista energético, para fins de outorga de empreendimentos do setor elétrico, biomassa é todo recurso renovável oriundo de matéria orgânica (de origem animal ou vegetal) que pode ser utilizada na produção de energia.

Uma das principais vantagens da biomassa é que, embora de eficiência inferior à de outras fontes, seu aproveitamento pode ser feito diretamente, por meio da combustão em fornos e caldeiras, por exemplo.

Para aumentar a eficiência do processo e reduzir impactos socioambientais, tem-se desenvolvido tecnologias de conversão mais eficientes, como a gaseificação e a pirólise – decomposição térmica de materiais contendo carbono, na ausência de oxigênio. Também é comum a co-geração em sistemas que utilizam a biomassa como fonte energética.

No Brasil, a imensidão das regiões tropicais e chuvosas oferece excelentes condições para a produção e o uso energético da biomassa em larga escala, com grande potencial no setor de geração de energia elétrica.
No restante do país, a produção de madeira, em forma de lenha, carvão vegetal ou toras, também gera grande quantidade de resíduos que podem igualmente ser aproveitados na geração de energia elétrica. No entanto, o recurso de maior potencial para geração de energia elétrico no país é o bagaço da cana-de-açúcar.
O setor sucroalcooleiro gera grande quantidade de resíduos, que pode ser aproveitada na geração de eletricidade, principalmente em sistemas de co-geração. Ao contrário da produção de madeira, o cultivo e o beneficiamento da cana são realizados em grandes e contínuas extensões, e o aproveitamento de resíduos (bagaço, palha, vinhoto etc.) é facilitado pela centralização dos processos de produção.

Em média, cada tonelada de cana processada requer cerca de 12 kWh de energia elétrica, o que pode ser gerado pelos próprios resíduos da cana. Os custos de geração já são competitivos com os do sistema convencional de suprimento, o que possibilita a autossuficiência do setor em termos de suprimento energético, por meio da co-geração.

7 .  Eólica

energiaeolicaonline.blogspot.com

Energia eólica é a energia cinética contida nas massas de ar em movimento (vento). Seu aproveitamento ocorre por meio da conversão da energia cinética de translação em energia cinética de rotação, com o emprego de turbinas eólicas – também denominadas aerogeradores – para a geração de eletricidade, ou de cata-ventos (e moinhos), para trabalhos mecânicos como bombeamento d’água.

A energia eólica é utilizada há milhares de anos no bombeamento d'água, moagem de grãos e outras aplicações que envolvem energia mecânica. A geração eólica ocorre pelo contato do vento com as pás do cata-vento. Ao girar, essas pás dão origem à energia mecânica que aciona o rotor do aerogerador, que produz a eletricidade.

A primeira turbina eólica comercial ligada à rede elétrica pública foi implantada na Dinamarca, em 1976. Hoje, existem mais de 30 mil turbinas eólicas em operação em todo o mundo.

O desenvolvimento tecnológico recente – principalmente no que tange à melhoria dos sistemas de transmissão, da aerodinâmica e das estratégias
de controle e operação das turbinas – têm reduzido custos e melhorado o desempenho e a confiabilidade dos equipamentos.

O Brasil é favorecido em termos de ventos, que se caracterizam por uma presença duas vezes superior à média mundial e por uma volatilidade de apenas 5%, o que dá maior previsibilidade ao volume a ser produzido.

Além disso, como a velocidade costuma ser maior em períodos de estiagem, é possível operar usinas eólicas em sistema complementar com usinas hidrelétricas, de forma a preservar a água dos reservatórios em períodos de poucas chuvas.

As estimativas constantes do Atlas do Potencial Eólico Brasileiro de 2010, elaborado pela Eletrobras, apontam para um potencial de geração de energia eólica de 143,5 mil MW no Brasil, volume superior à potência instalada total no país nesse mesmo ano. As regiões com maior potencial medido são Nordeste, Sudeste e Sul

8 .  Solar

www.neosolar.com.br

A energia solar é aquela energia obtida pela luz do Sol que pode ser captada com painéis solares. É uma fonte de vida e de origem da maioria das outras formas de energia na Terra. A energia solar chega ao planeta nas formas térmica e luminosa.

Sua irradiação na superfície da Terra é suficiente para atender milhares de vezes o consumo mundial de energia. Essa radiação, porém, não atinge de maneira uniforme toda a crosta terrestre. Depende da latitude, da estação do ano e de condições atmosféricas como nebulosidade e umidade relativa do ar.

A produção de eletricidade a partir da energia solar vem crescendo nos últimos anos, e tem ganhado projeção com o desenvolvimento da micro e da minigeração.

Tradicionalmente, o mais generalizado é o uso da energia solar para a obtenção de energia térmica. Esta aplicação destina-se a atender setores diversos, que vão da indústria, em processos que requerem temperaturas elevadas (por exemplo, secagem de grãos na agricultura) ao residencial, para aquecimento de água. Outra tendência é a utilização da energia solar para a obtenção conjunta de calor e eletricidade.

O Brasil é privilegiado em termos de radiação solar. O Nordeste brasileiro apresenta radiação comparável às melhores regiões do mundo nessa variável. O que, porém, não ocorre em localidades mais distantes da linha do Equador, como as regiões Sul e Sudeste.

9 .  Geotérmica

www.vwmin.org

A energia geotérmica (ou geotermal) é aquela obtida pelo calor que existe no interior da Terra. Os principais recursos são os gêiseres – fontes de vapor no interior da Terra que apresentam erupções periódicas.

Embora conhecida desde 1904 – ano da construção da primeira usina –, a evolução deste segmento sempre foi lenta e caracterizada pela construção de pequeno número de unidades, em poucos países. No Brasil, por exemplo, não há nenhuma unidade em operação, nem sob forma experimental.

O porte de empreendimentos atuais, porém, é significativo. A potência instalada no campo de gêiseres da Califórnia é de 500 MW.
Nos últimos anos, no esforço para diversificar a matriz, alguns países, como México, Japão, Filipinas, Quênia e Islândia, procuraram expandir o parque geotérmico.

Quando não existem gêiseres e as condições são favoráveis, é possível estimular o aquecimento d'água usando o calor do interior da Terra. Um experimento realizado em Los Alamos, Califórnia provou a possibilidade de execução deste tipo de usina.

Em terreno propício, foram perfurados dois poços vizinhos, distantes 35 metros lateralmente e 360 metros verticalmente, de modo que
eles alcancem uma camada de rocha quente. Em um dos poços é injetada água, ela se aquece na rocha e é expelida pelo outro poço e quando esta função acontece a água predominante na pedra penetra na mesma ocorrendo o processo de metabolização geotérmica.

Esta é a melhor maneira de obter energia naturalmente. É necessário perfurar um poço que já contenha água e a partir daí a energia é gerada normalmente.

Em casos raros, pode ser encontrado o que os cientistas chamam de fonte de "vapor seco", em que a pressão é alta o suficiente para movimentar as turbinas da usina com excepcional força, sendo assim uma fonte eficiente na geração de eletricidade.

Aproximadamente todos os fluxos de água geotérmicos contêm gases dissolvidos, sendo que estes gases são enviados à usina de geração de energia junto com o vapor de água.

É igualmente importante que haja tratamento adequado a água vinda do interior da Terra, que contém minérios prejudiciais à saúde. Se ocorrer despejo diretamente em rios locais, isto prejudica a fauna e a flora locais.

10 .  Marítima

blog-tjl.blogspot.com
A água é o recurso natural mais abundante do planeta e uma das poucas fontes para produção de energia que não contribui para o aquecimento global. Além disso, é renovável.

O potencial de geração de energia elétrica a partir do mar inclui o aproveitamento das marés, correntes marítimas, ondas, energia térmica e gradientes de salinidade.

A eletricidade pode ser obtida a partir da energia cinética (do movimento) produzida pelo movimento das águas ou pela energia derivada da diferença do nível do mar entre as marés alta e baixa ­– a energia maremotriz, o modo de geração de eletricidade por meio da utilização da energia contida no movimento de massas de água devido às marés.

Fonte : www.ccee.org.br/portal/faces/pages_publico/onde-atuamos/fontes
Ilustração : Geoconceição


UBER E OS TAXISTAS

Uber: discussão de monopólio fere direto dos consumidores, artigo de Paulo Akiyama

Publicado em agosto 28, 2015 


taxistas contra o Uber

[EcoDebate] Analisando a polêmica criada em torno do UBER, que nada mais é do que um aplicativo que possibilita pessoas a se cadastrarem para serem clientes ou prestadores de serviço, e os taxistas de São Paulo, pude verificar que em inúmeros outros países também houve muita discussão e alguns conflitos. Nota-se claramente, em todos os lugares, que a polêmica existente não difere do que está acontecendo no Brasil, ou seja, os taxistas discutem a perda de mercado para uma categoria que eles entendem ser clandestina. Outro ponto importante, a queda do valor da licença para explorar o serviço de taxi.
Está claro que a preocupação dos taxistas não é a de prestarem um melhor serviço, mas sim de preservarem seu espaço e ainda manterem a reserva de mercado a eles até então atribuída. Alguns vieram à imprensa dizer que o serviço da UBER é ilegal. Porém, há discussão para a aprovação de uma lei que torna o aplicativo ilegal. Entretanto, não há uma norma específica ou mesmo genérica, mas que determine a ilegalidade do serviço de carona paga. Como podem alegar ilegalidade.
A ilegitimidade talvez seja em razão da lei da oferta e da procura, ou da lei de mercado, o que torna impossível qualquer regulamentação já que não está no ordenamento jurídico de qualquer dos países.
Estamos vivendo em uma democracia e em um país de livre mercado. Porque não podemos ter o serviço da UBER? Para proteger interesses de sindicatos? Para proteger um monopólio? Para garantir preços de licenças?
Perguntei a um motorista de taxi da frota do aeroporto de Guarulhos-SP, quanto valeria uma licença. A resposta do mesmo me assustou, pois disse valer próximo de 1 milhão de reais. Não sei se é verídico ou não, mas acredito que seja algo em torno disto. Afinal, aqueles carros trabalham 24 horas, mudando apenas de motoristas.
Ainda neste sentido, se um táxi do aeroporto trabalha 24 horas e apenas muda de motorista, estes profissionais seriam cadastrados como exige a lei? Acredito que não, pois o cadastro que estava a vista no veículo que utilizei era de outra pessoa e não do motorista que estava ali.
LIVRE MERCADO – a frase é muito bonita, mas deveria ser aplicada. Entendo que a UBER por ser apenas a dona de um aplicativo que facilita usuários e prestadores de serviços autônomos a se comunicarem e ajustarem, entre elas, a carona paga, bem como administra o recebimento dos valores de tal sorte a proteger os dois, ou seja, a quem oferta a corona paga e, a quem deseja a carona paga. Cobra seu percentual sobre os valores, incluso as taxas aplicadas pela administradora dos cartões de crédito, manutenção do aplicativo e a remuneração. Tudo isso apenas com um toque.
Mas se a tecnologia está ameaçando os táxis, porque estes, ao invés de ficarem em berço esplendido reclamando e fazendo ameaças e agressões, não melhoram os seus serviços, veículos e demais? Ao invés de buscarem excelência, optam pela ameaça física e política.
Os taxis possuem isenções de impostos para aquisição de veículos, e por isso podem adquirir veículos de melhor qualidade para prestarem serviços aos seus clientes. Podem, ainda, serem mais educados, mais atenciosos, mais dedicados àquele que é a sua fonte de renda.
As prefeituras das cidades onde os serviços da UBER são difundidos e vendidos; deveriam exigir que os veículos fossem vistoriados, ter os antecedentes criminais dos motoristas, exigir cobertura de seguros, entre outros, e não discutir a manutenção de monopólio, que fere o direito do consumidor, obrigando-o a usar um único serviço sem opções de escolha.
Sabemos que a administração do presidente Collor possui manchas inesquecíveis, porém, merece destaque a abertura do mercado. Os brasileiros puderam adquirir veículos de qualidade acima, ou até abaixo, da que era produzida no país.
Essa abertura trouxe grandes investimentos ao país e desenvolvimento, e que ao longo dos anos, conseguimos alcançar níveis que não se imaginava.
A mesma situação pode ser aplicada ao caso UBER. Porque não permitir que o mercado venha eleger aquele que melhor presta o serviço?
Não sou defensor deste ou daquele, mas sim do livre mercado e a regulamentação não escrita que é a do consumidor do serviço. Este sim, é quem determinará se a UBER sobreviverá e também vai empurrar os taxis a apresentarem melhorias.
Esse movimento faz parte de uma concorrência sadia, assim como acontece com qualquer outro produto, que oferece as opções a quem consome, se deve pagar mais ou menos, optando pela qualidade que deseja.
Ao leitor, não quero aqui promover polêmicas indevidas, mas sim, jogar uma luz sobre um assunto que ainda gera muitas dúvidas. O consumidor deve ser bem tratado e ter bons serviços ao seu dispor, fazendo valer cada centavo gasto, e não sendo obrigado a gastar sem estar satisfeito.
*Paulo Eduardo Akiyama é formado em economia e em direito 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados, atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.
http://www.akiyamaadvogadosemsaopaulo.com.br/
in EcoDebate, 28/08/2015

NEGOCIAÇÕES SALARIAIS EM QUEDA.

Alta da inflação enfraquece negociações salariais

Número de campanhas com reajuste maior do que o INPC foi de 68,5% no primeiro semestre, ante 92,7% em igual período de 2014. Aumento médio também diminuiu. Situação deve se manter ao longo do ano.
A reportagem é de Vitor Nuzzi e publicada por Rede Brasil Atual, 27-08-2015.


O momento econômico ruim, especialmente com a alta da inflação, atingiu também as campanhas salariais no primeiro semestre, que fecharam com menor participação de aumentos reais (acima da inflação) e ganho médio inferior, no pior desempenho desde 2008. De 302 convenções e acordos coletivos analisados pelo Dieese, 68,5% tiveram reajustes acima da variação do INPC-IBGE em 12 meses, ante 92,7% em igual período do ano passado. Os resultados abaixo da inflação subiram de 2,6% para 14,6% do total, e os equivalentes ao INPC foram de 4,6% para 16,9%. O ganho real médio também foi menor, de 0,51 ponto percentual, aproximadamente um terço do obtido em 2014. A situação deve se manter na segunda metade de 2015.
A variação média do INPC, índice de referência nas negociações salariais, foi de 7,76% nos primeiros seis meses do ano, ante 5,62% em 2014, e também bastante superior à média de todo o ano passado, que foi de 5,98%. Neste 2015, a dificuldade foi crescente conforme o comportamento do índice calculado pelo IBGE.
"À medida que a inflação aumenta, há uma dificuldade maior de obter recomposição de salário, e mais ainda no que diz respeito ao ganho real médio", observa o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre. Ele lembra que categorias com data-base em janeiro precisavam de reajuste de 6,23% para recompor perdas causadas pela inflação acumulada nos 12 meses anteriores. Já para as categorias com data-base em junho, o índice necessário era de 8,76% (variação do INPC em 12 meses, até maio). Assim, enquanto no primeiro caso os acordos acima do INPC corresponderam a 91,8% do total, no segundo caíram para 58,3%.
Além da inflação, outro fator de influência nas negociações refere-se ao mercado de trabalho. O crescimento do desemprego também prejudica o poder de barganha dos sindicatos. "São duas variáveis fundamentais", afirmaSilvestre. Ele acredita que 2015 será um ano pior, inclusive, que 2008, quando se inicia a série histórica uniformizada. O Dieese informa que resultados como o do primeiro semestre deste ano não eram observados desde 2004, mas pondera que a comparação com balanços anteriores a 2008 "não é perfeita", pela diferença de amostragem, embora tenha relevância.
Cenário adverso
Para o economista, a situação deve se manter no segundo semestre, quando categorias numerosas e de peso em  negociações trabalhistas têm data-base, em setores mais dinâmicos da economia. São os casos, entre outros, de bancários, metalúrgicos, petroleiros e químicos. "Diante do cenário adverso, a nossa expectativa é de que os resultados não devem ser muito diferentes do que a gente observou no primeiro semestre", diz Silvestre. Ele lembra que a tendência é de inflação mensal declinante, mas com índices ainda acumulados entre 8% e 9%.
De janeiro a junho, a indústria foi o setor com pior desempenho nas campanhas salariais. Foram 60,9% dos acordos com reajuste superior ao da variação do INPC. O comércio teve 75,6% e os serviços, 73,6%. O aumento real médio foi de 0,19 ponto percentual na indústria, 0,63 ponto no comércio e 0,78 nos serviços.
Se foram considerados os acordos na indústria com reajuste equivalente ao da inflação, são 39% sem ganho real.Dentro do setor, houve segmentos que conseguiram aumento acima do INPC em mais de 80% dos casos, como o gráfico e o metalúrgico. Já as atividades química/farmacêutica e de fiação e tecelagem conquistaram ganho real só em 50% das negociações. "A indústria tem efeito irradiador para as demais atividades. Toda vez que a indústria vai mal, esses resultados acabam aparecendo em outros setores", diz o técnico do Dieese.
Embora com participação pequena no total de acordos, aumentou a presença de reajustes parcelados ou escalonados (fixados até determinada faixa salarial, com valores fixos acima desse patamar). O total de pagamentos parcelados subiu de 4,3%, em 2014, para 6% este ano – foi de 2,6% em 2008. E os escalonados passaram de 19,5% para 22,2% (10,6% sete anos atrás).
Sozinho, o Produto Interno Bruto (PIB) não é um fator determinante, diz Silvestre. "Em 2014, a economia não cresceu, mas os resultados (das negociações) foram melhores." O IBGE divulgará amanhã (28) o resultado do PIB no segundo trimestre e no primeiro semestre.



Fonte : Instituto Humanitas Unisinos.